
O depoimento do dia é da Julia Lima, que representou orgulhosamente o Brasil nos Resorts All Stars, no ano de 2014.
Meu nome é Julia, tenho 22 anos, e sou formada em publicidade e propaganda. Me inscrevi para o meu primeiro programa da Disney (ICP) em 2012, mas como nesse ano teve aquela grande greve das universidades federais, meu visto não foi concedido. Então, no ano seguinte resolvi me inscrever de novo pro ICP e deu tudo certo! Aproveitei demais e foi, sem dúvidas, umas das melhores experiências que já tive. Meses depois, vi que várias pessoas estavam se inscrevendo no Super Greeter, algumas delas enquanto estavam no ICP ainda, em janeiro/fevereiro. Resolvi me inscrever no finalzinho do prazo de inscrição e foi tudo muito rápido! Quando vi já estávamos em Maio embarcando pro Super Greeter.
Posso dizer que foi uma experiência bem diferente do ICP, senti que amadureci demais e foi algo que me proporcionou novas amizades, reencontrar as antigas e aproveitar tudo que eu não tinha aproveitado no meu primeiro programa.
Trabalhei no All Star e foi totalmente algo incrível e inesperado! Antes, no ICP, tinha trabalhado em parque, como quick service, e queria muito voltar pra parque, mas estava aberta a qualquer work location que viesse, porque o que eu queria eram experiências novas.
Primeiro, tivemos umas duas semanas, se eu não me engano, de treinamento. Fizemos um tour por todos os três resorts (Music, Movies e Sports), ficamos de “sombra” do pessoal da recepção, housekeeping, quick service e merchandise do resort, e tivemos quatro dias de treinamento sensacionais, que eram tour pelos resorts de luxo da Disney, tour pelos transportes que os guests usam e dois dias de “guest” nos parques. Isso tudo sem costume ou name tag, só aproveitando e aprendendo!
Depois de termos “earned our ears” começamos o trabalho de fato. A schedule do All Star era em formato “cascata”, os 15 Super Greeters revezavam os horários pela semana. Eram dois dias de folga, seguidos pelos shifts: 18h – 2h, 16h – 00:30h, 14h – 22:30h, 8h – 16:30h, e 6h – 14:30h. Éramos sempre escalados para os temas diferente, embora a maior parte do meu programa eu tenha trabalhado só no Music, tive shifts no Movies e Sports também.
O trabalho basicamente era auxiliar os cast members do resort e ajudar todos os guests com dúvidas, sugestões ou até mesmo bater um papo. Ajudávamos principalmente os brasileiros e latinos, e, é claro, os grupos de excursão, que lotavam o hotel nessa época do ano. Auxiliávamos no check in/out, ajudávamos a marcar os fast passes, dávamos dicas de atrações, passeios, horários, roteiros, comida, lojas e de tudo um pouco! Além disso, sempre checávamos a praça de alimentação e a loja para saber se alguém precisava de alguma ajuda, como explicar dúvidas que os guests poderiam ter, por exemplo com o dining plan.
Era um trabalho bem livre, nós éramos responsáveis pelos nossos breaks e por cobrir os breaks dos Super Greeters que estavam trabalhando com a gente. A maioria dos managers estava aberta a diálogos, os demais cast members foram receptivos e alguns se tornaram até amigos!
Por trabalhar em resort, a gente criava um apego muito grande aos guests, pois os víamos quase diariamente, e a parte mais gratificante, sem dúvida, era, no final da estadia de alguma família, eles irem até você e agradecerem toda a atenção, apoio e dicas que demos para que eles aproveitassem o máximo da experiência que é passar as férias na Disney.
Foi, sem dúvida, o melhor verão da minha vida. E a sensação de ter podido ajudar tanta gente a aproveitar tudo que a Disney tem a oferecer é muito gratificante, por saber que você fez a diferença na vida de alguém, nem por mais simples que fosse.
Não trocaria o All Star por nenhum parque ou qualquer outra work location! Sinto muitas saudades de todos os shifts, super breaks no McDonald’s (haha), fazer balões para os guests, torcer com os guests nos jogos do Brasil na Copa, brincar com as crianças no lobby e na beira da piscina, conversar com as famílias, e simplesmente poder ter aproveitado tudo ao máximo!