Park Greeters, locations e rotina #6

A Carla Guedes, Super Greeter do Magic Kingdom na temporada de 2013 nos conta com detalhes como era seu trabalho no parque, como se relacionava com os Cast Member de outras locations e com os grupos de turismo. Confira este depoimento super completo!

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“O Super Greeter 2013 foi uma experiência fantástica. De uma forma ou de outra, o programa se aproxima muito do ICP por te levar de volta para todo aquele “mundo Disney”: ser um cast member, viver nos condomínios, usar uma costume, ter ID e entrada para os parques… Mas, por outro lado, é uma experiência completamente única e diferente: não tivemos Natal, ano novo e muito menos dias frios. Pelo contrário, tivemos calor (e muito!), pudemos ver o 4 de julho de perto (com os parques em lotação máxima) e sentimos a energia do verão, já que TUDO pelos EUA acontece nessa estação – filmes, músicas, novas atrações… Até as pessoas acabam se renovando, ficando mais alegres, animadas e divertidas. Quando eu descobri que ia ser Super Greeter no Magic Kingdom, não podia ficar mais feliz. Eu iria voltar para o meu home parque, que eu conhecia tão bem, e estar sempre por perto da minha antiga worklocation. Os SG do MK, oficialmente, faziam parte da Main Street Operations, ou seja, estávamos diretamente associados aos PAC’s (Parade Audience Control). Fomos treinados nessa role para sabermos extamente como agir em uma das partes mais conturbadas de um típico dia de verão na Disney – a hora dos night shows. Dessa forma, éramos capazes de organizar melhor os grupos e os guests durante esses períodos da forma mais eficiente possível, para que tudo fluísse da melhor maneira. Entretanto, não fazíamos só isso. Ser SG no Magic Kingdom era como ser muitas coisas ao mesmo tempo: trabalhávamos junto com os park greeters (no começo do dia), com os quick e os full service (na hora do almoço), com os guest relations, os photopasses, os characters atendents, os securities, o pessoal do first aid, os merchandises e, algumas vezes, até com os attractions (durante todo o dia). A nossa costume neutra permitia que estivéssemos em todos os lugares do parque onde a nossa presença fosse requisitada. Usávamos nossos rádios, parecendo coordinators e managers, e atendíamos chamados em qualquer land: “50 adolescentes na fila das princesas?”, estávamos lá. “3 grupos, total de 600 pessoas, chegaram para almoçar no Terrace?”, Quem tá mais perto? Manda 5 Super Greeter para lá. “tem brasileiro passando mal?”, estamos chegando. Além de tudo isso, ainda fazíamos o chamado landing, ou seja, rodar pelo parque procurando ajudar o maior número de guests possíveis, fosse qual fosse a nacionalidade ou a pergunta. Muitas vezes éramos vistos pelos guests brasileiros, de grupo ou não, como a salvação do dia. Frases como “Graças a Deus alguém que fala minha língua! Agora me explica como funciona esse negócio de fast pass?”. Nós nunca parávamos. Uma das vantagens do Super Greeter é este ter como pré-requisito outro programa Disney no seu histórico. Dessa forma, meus co-workers vinham de várias partes do MK e tinham sido responsáveis por várias funções diferentes da minha. Assim, pudemos aprender como funcionava cada role, porque algumas coisas eram feitas e outras não e quais eram as tradições nas mais diferentes lands do parque. Todo esse aprendizado nos deu uma visão holística de todo o Magic Kingdom, nos trazendo conhecimentos que nos ajudavam no nosso dia-a-dia e nos fazendo conhecer a nossa work location cada vez mais. Tanto no Magic Kingdom quanto em qualquer outro parque, os Super Greeters tinham que fazer milagres da multiplicação e posicionar quantos grupos tivessem no espaço que fosse disponível, independente da hora que eles chegassem e onde fosse que eles tivessem indo. Tínhamos que garantir que aqueles jovens entendessem as medidas de segurança para a hora dos shows, evitar qualquer eventual desentendimento que houvesse entre estes e os outros grupos e, no meio de tudo isso, ainda tínhamos que ser Disney Look o suficiente para conversarmos com uns 100 adolescentes por vez, perguntando como foi o dia deles e até fazer atividades (como quiz sobre a Disney) para que a longa espera até os shows fosse mais suportável. Claro que nem sempre tudo dava certo: o calor, a super lotação, a adolescência em si e o cansaço sempre eram os precursores de confusão, mas os SUPER greeters estavam sempre lá para resolver qualquer que fosse o problema e salvar o dia. Um dos maiores desafios do programa foi o reconhecimento. Os que conheciam os Super Greeters passados nos adoravam antes mesmo de chegar e nos queriam por lá o ano inteiro. Entretanto, como a posição é muito exclusiva e só ocorre uma vez ao ano, por poucos meses, muita gente não sabia direito o que nós fazíamos. A princípio, muitos ficaram se perguntando o que aquelas 21 pessoas vestidas de verde estavam fazendo por lá. Seriam cast members? Sério? Muitos achavam que nós éramos PAC’s e ficavam se perguntando porque não estávamos enrolando cordas e montando as extensions. Os grupos começaram a chegar: 30, 40, às vezes até 50 no mesmo dia! Uma loucura! Foi então que a maioria dos cast members percebeu que existia uma imensa barreira cultural e de linguagem entre eles e estes guest, o que dificultava (e muito) a comunicação e o trabalho em si. Era ai que nós entrávamos. Às vezes fico me perguntando como a Disney sobrevivia sem Super Greeters. O nosso trabalho era extremamente necessário e, mesmo assim, nem sempre dávamos conta de tudo. Como eles faziam para controlar 600 argentinas gritando com 600 brasileiras em plena Main Street? Como pediam para os grupos pararem de batucar as lixeiras, parar de dançar o funk do momento ou entrarem dentro da marcação para a parada, se não iam perder o lugar? Sinceramente não sei, mas felizmente os Super Greeter agora existem! Se alguém me perguntasse se deveria ou não fazer o programa, eu diria: com certeza. É um pouco do que você conhece, misturado com um pouco do que você não conhece em um dos lugares que você mais gosta, com uma pitadinha de magia e pixie dust: não tem como dar errado.”

As inscrições para o programa, que atualmente se chama Disney International Park Greeters, continuam abertas! Se inscreva através do site: http://goo.gl/1TvWzm

Parks Greeters, locations e rotina #3

Hoje uma Park Greeter do Epcot nos conta uma pouco mais sobre a rotina do parque. A Juliana Oliveira da temporada 2013 detalha o seu dia-a-dia e de seus co-workers.

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“A oportunidade de voltar pela terceira vez para a Disney como Super Greeter foi incrível, mas eu não estava preparada para o quão importante esse programa seria para mim. Quando os alumnis falam o quão queridos e esperados os Super Greeters são, eles não estão brincando.
Trabalhei pela terceira vez no Epcot e a autonomia que os SG tem é incomparável com qualquer role oferecida no ICP. Podemos andar por todo o parque, ajudar nas attractions, nos restaurantes, no C-Spot e (principalmente) na Main Entrance. No último ICP eu tinha sido Character Attendant e passava muito tempo trabalhando no World Showcase, mas não se compara ao contato que tive com os pavilhões nesse ano. Os próprios guests quando nos veem andando pelos países param para perguntar porque não temos um pavilhão próprio, para saber mais sobre a nossa cultura e comparar com a dos outros países.
É muito importante saber que, mais do que nunca, você está representando o seu país. Não é à toa que carregamos uma bandeira na costume, estamos ali para ajudar os grupos e os Cast Members de todo o parque. Controlar as excursões antes dos fogos, descobrir onde eles vão comer, em quais attractions eles vão, ajudar crianças machucadas: fizemos de tudo um pouco.
O Super Greeter é um programa BEM diferente do ICP. A primeira diferença está no número de participantes, esse ano éramos uns 100. Isso faz com que o grupo fique mais próximo e se conheça melhor (mesmo morando nos quatro condomínios). Por ser durante o verão acabamos conhecendo e fazendo muitas amizades com os ICPs de outros países e pessoas de várias Work Locations, que normalmente não conheceríamos.
Sei que estou falando tudo bem resumido, mas sinceramente essa foi a minha melhor experiência na Disney. Me deu uma ideia mais global de todo o complexo, trabalhei em áreas que nunca tinha chegado perto e a proximidade com o Guest Relations fez com que eu aprendesse coisas que nem imaginava. Outra coisa extremamente importante para os SG de 2013 foi o My Magic Plus. Chegamos no meio de um turbilhão de mudanças, vimos as últimas catracas nos parques e pudemos participar de diversos treinamentos e palestras sobre as Magic Bands e tudo o que está acontecendo na Walt Disney World.
Só deixo uma dica para os próximos SG: preparem-se para o calor! Não é brincadeira.”

Parks Greeters, locations e rotina #2

Hoje quem conta mais sobre a rotina dos Park Greeters é o Angelus Maia, participante da temporada de 2013 que trabalhou no Downtown Disney. Confira!!!

995014_10151800600121816_108262360_n“Trabalhar como Super Greeter em Downtown Disney foi uma experiência inesquecível. Apesar de já ter trabalhado em DTD no meu ICP, o SG superou todas as minhas expectativas. Os SGs de DTD trabalham muito próximos aos Guest Relations, de modo que fomos muito bem vindos desde o início.

Os shifts começavam as 13h, 13h30, 14h e 14h30 e iam até 21h30, 22h, 22h30 e 23h. Basicamente, trabalhávamos cobrindo todas as áreas de DTD: o Marketplace, a Pleasure Island e o West Side, de maneira que dois SGs se encarregavam de cobrir juntos o Marketplace inteiro e mais dois cobriam juntos o Pleasure Island e o West Side. Durante o dia, ficávamos andando pelas áreas designadas, sempre de olho nos pontos mais movimentados: World of Disney e Disney Quest, por exemplo. Quando precisavam de um de nós em algum lugar específico, éramos sempre contatados pelo rádio que usávamos.

Ao meu ver, a parte mais divertida do dia era quando íamos ao Cirque du Soleil. O Cirque apresenta o “La Nouba” duas vezes por dia, de terça a sábado, de modo que três super greeters estavam sempre lá a partir das 17h até o fim do shift (ficava sempre um SG cobrindo o Marketplace). No teatro, éramos encarregados de ajudar os grupos e demais guests a acharem os seus respectivos lugares, bem como vigiar se estão tirando fotos ou filmando – o que não é permitido durante o show. De brinde, podíamos assistir ao show todas as noites! Trabalhar no Cirque era muito bom: fomos muito bem recebidos pela equipe do teatro (coordinators, managers e ushers) e estar lá era sempre muito divertido. Foi incrível conhecer os artistas também, sendo alguns deles brasileiros, inclusive.
Ter retornado à DTD significou muito para mim e, mesmo tendo trabalhado lá no ICP, estar lá como SG foi uma experiência completamente distinta. Sou muito grato por ter tido esta oportunidade e de ter trabalhado com os melhores co-workers que poderiam existir: a Bia, o Felipe, a Clara e o Collaço. Meu conselho para os próximos SGs de DTD é que aproveitem ao máximo a experiência e conheçam bem o que Downtown Disney tem a oferecer: diversos shows gratuitos, dance parties, várias opções de entretenimento e lazer, e passem isso aos guests – muitos deles acham que é apenas um distrito de compras. Certamente vocês farão a diferença na visita deles!”

Parks Greeters, locations e rotina #1

Os Park Greeters da temporada 2013 já voltaram há quase 6 meses. Pra dar um gás e matar a curiosidade de quem está participando da seleção do Park Greeter 2014 vamos publicar alguns depoimentos que contam a rotina dos participantes em suas respectivas locations.

O primeiro depoimento é do Thyago, Park Greeter no Magic Kingdom em 2013 e ele conta como funcionavam os dias de trabalho no parque.

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“Nos primeiros dias de trabalhos fomos orientados sobre como dividiríamos as tarefas ao longo do dia. Então foi nos dado um “schedule” com nossos horários desde a chegada até a saída do trabalho. Os horários de cada pessoa variava a cada dia, sendo assim, um dia poderia chegar pela manha, no outro pela tarde. Cada pessoa poderia trabalhar no mínimo 8h por dia, totalizando 32h por semana, sendo possível pegar horas extras em certas ocasiões. No geral os horários foram assim divididos:

Manhã (às 08h) – recepção dos grupos de turismo na entrada do parque. Os super greeters eram divididos em funções para recolher informações principais dos grupos, como: de onde eram, quantos eram, e onde iriam almoçar.

Tarde (13h) – assistência dos grupos de turismo nos restaurantes do parque. Os super greeters eram divididos em funções para recepcionar os grupos nos restaurantes, organizando os grupos em filas, traduzindo os menus e auxiliando os caixas.

Desfiles (às 11h, às 12h30, às 15h, às 17h30, às 21h) – Os super greeters também eram divididos em em locais para auxiliar nos desfiles das atrações (Parade control) que passavam pela Main Street, onde estava a maior concentração de grupos de turismo. Nossas funções eram manter organização do local, entretando as pessoas enquanto os desfiles não começavam (guest interaction) e evitar que pessoas atravessassem a rua nos desfiles (safety).”

O Thyago tem um blog, quem quiser conhecer mais sobre ele e sua experiência acesse o link.